domingo, 16 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Alexander Supertramp, estou chateada contigo!
Ontem vi o "Into the Wild", a história verdadeira de um rapaz chamado Christopher McCandless, que decide deixar tudo e partir numa viagem sozinho até ao Alasca, tendo pelo caminho adotado o nome de Alexander Supertramp. Estou tão chateada com ele, tão magoada, tão incomodada, que ainda não consegui digerir. Nem consigo verbalizar grande coisa sobre o filme, exceto que mexeu comigo.
Este é o auto-retrato verdadeiro que tirou pouco antes de morrer.
E, no fim, "a felicidade só é verdadeira quando partilhada".
Um post do c...piiiiiiiii
Gosto muito de dizer palavrões. Saem-me tão naturalmente como um "bom dia" ou um "passas-me um guardanapo se faz favor?". Claro que em geral só o faço no sítio certo, e com as pessoas certas.
Quando estou feliz digo "f*da-se que 'tou mesmo contente"
Quando me aleijo sai um "car*lho que f*di o/a [e acrescento a respetiva parte do corpo]"
Quando estou a tentar ler o livro que o E. me emprestou "P*ta que pariu que não percebo nada desta m*rda".
Quando estou há três meses a tentar chorar e não sai uma p*ta de uma lágrima - e eu bem preciso porque às tantas, de tanto encher o meu tanque interno, o meu vocabulário começa a ficar afogado e preciso mesmo de escoá-lo sob pena da maioria dos vocábulos se converter em 5 ou 6 obscenidades e me sairem pérolas do tipo "p*ta que pariu o c*ralho desta m*rda" - quando estou há tempo demais sem conseguir chorar, prefiro dizer "rais'foda" porque esse mix faz despontar um nadinha de piada dentro de mim.
Quando estou feliz digo "f*da-se que 'tou mesmo contente"
Quando me aleijo sai um "car*lho que f*di o/a [e acrescento a respetiva parte do corpo]"
Quando estou a tentar ler o livro que o E. me emprestou "P*ta que pariu que não percebo nada desta m*rda".
Quando estou há três meses a tentar chorar e não sai uma p*ta de uma lágrima - e eu bem preciso porque às tantas, de tanto encher o meu tanque interno, o meu vocabulário começa a ficar afogado e preciso mesmo de escoá-lo sob pena da maioria dos vocábulos se converter em 5 ou 6 obscenidades e me sairem pérolas do tipo "p*ta que pariu o c*ralho desta m*rda" - quando estou há tempo demais sem conseguir chorar, prefiro dizer "rais'foda" porque esse mix faz despontar um nadinha de piada dentro de mim.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O que penso quando ando sozinha
Olho para a palma da minha mão com os dedos afastados.
Comparo com a árvore que tenho à minha frente.
Lembro-me da couve de brócolos.
Vem-me a imagem do sistema respiratório - a traqueia que ramifica nos brônquios, nos bronquíolos, nos alvéolos.
O tronco cerebral, e o cérebro.
Uma petéquia.
A árvore genealógica.
O meu corpo todo, que é como a minha mão mas com os membros em posição distinta dos dedos.
O sistema circulatório - as grandes artérias, que desembocam em veias, que se ramificam em finíssimos capilares.
E a folha da árvore para a qual olho, com uma nervura central que desagua em nervuras secundárias.
Olho para tudo o que tem vida, e vejo o mesmo. Reparo em tudo o que não tem vida, e não vejo diferenças.
Por momentos parece-me tudo tão, tão igual. Tudo tão vindo da mesma regra, descendente do mesmo princípio universal, tudo tão pouco ao acaso. Um troco comum (ou uma traqueia, ou um troço, ou um braço, ou uma artéria), que se ramifica em algo distinto, cada vez mais pequeno, às vezes tão pouco semelhante ao início que o origina que nem parece que veio de lá.
Este era o mistério que eu queria mesmo saber. A verdade que dá sentido a tudo. Aquela que me esqueci por algum motivo, mas que nem por isso deixou de existir.
Acredito nisso da mesma forma que acredito que vivi entre os 0 e os 3 anos, embora não me lembre de nada.
Suspeito até que este início de vida com amnésia prolongada seja uma lição de fé.
Comparo com a árvore que tenho à minha frente.
Lembro-me da couve de brócolos.
Vem-me a imagem do sistema respiratório - a traqueia que ramifica nos brônquios, nos bronquíolos, nos alvéolos.
O tronco cerebral, e o cérebro.
Uma petéquia.
A árvore genealógica.
O meu corpo todo, que é como a minha mão mas com os membros em posição distinta dos dedos.
O sistema circulatório - as grandes artérias, que desembocam em veias, que se ramificam em finíssimos capilares.
E a folha da árvore para a qual olho, com uma nervura central que desagua em nervuras secundárias.
Olho para tudo o que tem vida, e vejo o mesmo. Reparo em tudo o que não tem vida, e não vejo diferenças.
Por momentos parece-me tudo tão, tão igual. Tudo tão vindo da mesma regra, descendente do mesmo princípio universal, tudo tão pouco ao acaso. Um troco comum (ou uma traqueia, ou um troço, ou um braço, ou uma artéria), que se ramifica em algo distinto, cada vez mais pequeno, às vezes tão pouco semelhante ao início que o origina que nem parece que veio de lá.
Este era o mistério que eu queria mesmo saber. A verdade que dá sentido a tudo. Aquela que me esqueci por algum motivo, mas que nem por isso deixou de existir.
Acredito nisso da mesma forma que acredito que vivi entre os 0 e os 3 anos, embora não me lembre de nada.
Suspeito até que este início de vida com amnésia prolongada seja uma lição de fé.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Era mesmo escusado miúdo!...
Ele - Se não estivesse salgado, o empadão estava uma delícia............ (dá duas garfadas) E se a minha avó tivesse rodinhas...
(E eu engasgo-me a rir com a coca-cola)
(E eu engasgo-me a rir com a coca-cola)
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Quando era pequena
Acreditava que quando a Lua estava em quarto crescente, assim muito fininha, como esteve ontem à noite, picava nas pontas, e os homens que tivessem que ir à Lua não podiam escolher os dias em que ela estivesse assim, porque era difícil equilibrar a nave num espaço tão estreitinho, e porque se, sem querer, batessem nas pontas picavam-se à brava.
Pensava que o Sol pousava mesmo no mar, e todos os pescadores tinham de ter cuidado para à hora do pôr-do-sol não se aproximarem muito daquela zona senão ficavam escaldados. Então o Sol entrava pelo mar adentro, ia até às profundezas da Terra, e durante a noite passava muitos metros abaixo das nossas camas (claro que era por isso que à noite estava escuro, e fazia mais frio), ia sempre em frente, sempre em frente, pelo meio do planeta, até que de manhã chegava finalmente ao outro lado, irrompia pelo monte, e lá estava ele outra vez, a tirar a luz de dentro da terra, pronto para voltar a fazer o percurso no céu até ao mar, onde chegava outra vez já no fim do dia.
Tenho saudades disto que nunca mais vou ter, a ingenuidade de perceber tudo apenas como os meus olhos vêm. A imaginação de não pensar.
Tenho saudades disto que nunca mais vou ter, a ingenuidade de perceber tudo apenas como os meus olhos vêm. A imaginação de não pensar.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Hoje estou má
Deve ser por isso que estou a achar que quem destrói varandas para fazer marquises não merece ter uma coisa nem outra.
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