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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Diz a Hennezel

Hennezel, que é a autora do livro que estou prestes, prestes a devorar [Diálogo com a Morte] - "os que vão morrer ensinam-nos a viver".

Estou mesmo a precisar disso, de aprender a viver, para, ao contrário, aprender a morrer. Ciclo ininterrupto.

Nos próximos tempos andarei por estas temáticas até ao tutano - ninguém manda estudar paliativos.

É a descida ao Inferno, por DONA Maria da Conceição Dante, exímia complicadora das temáticas vulgas, simplórias e alheias à generalidade das pessoas equilibradas.

Só espero que isto resulte numa "Divina Comédia"!


[Tudo na vida é um problema existencial em potência. Se isto ainda fosse o desmontar necessário para um estruturação sólida, não estaria tão preocupada. Mas não vejo nada, a não ser dúvidas que se acumulam.]

A propósito d' "As Terças com Morrie"

Marcou-me, entre outras coisas, o relato que Morrie faz de uma história que o seu professor de meditação lhe havia contado. É uma perspetiva curiosa sobre a vida e os seus limites.

«No outro dia ouvi uma historiazinha simpática - diz Morrie. (...) A história é sobre uma pequena onda, a balançar pelo oceano fora, divertindo-se à grande. Goza o vento e o ar fresco, até que repara nas outras ondas à sua frente, a despenharem-se nas rochas.
- Meu Deus, isto é terrível, - diz a pequena onda - Olha só o que me vai acontecer!
Aí chega outra onda. Vê a primeira onda, parecendo chateada, e pergunta-lhe:
- Porque estás tão triste?
A primeira onda diz:
- Oh, não compreendes! Vamos todas despenhar-nos! Todas nós, ondas, vamos transformar-nos em nada! Não é terrível?
A segunda onda diz:
- Não, quem não compreende és tu. Tu não és uma onda, tu és parte do oceano.»