quarta-feira, 9 de maio de 2012

O meu amor é incapacitante

É castrador fragilizante, sufocante. Quando amo quero guardar tudo debaixo das asas que já herdei.
Gostava mesmo era de ter um amor daqueles "puxa-pra-cima", daqueles "vai, que tu consegues", mas não. Tenho daquele "vai, mas tem cuidado", e do "já viste o que fizeste?". Tanta coisa errada, tanta... e tudo em nome do amor.

domingo, 6 de maio de 2012

Things you shouldn't apologize for #2

                                Ilustração de Orlando Pedroso

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hoje de manhã

A chuva andava tão depressa e o meu coração com tanto vagar.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sobre Envelhecer

No outro dia dei por mim aterrorizada ao perceber que a maior parte das pessoas da minha geração está a casar e a ter filhos.
E se um dia der por mim a reparar que a maioria das pessoas da minha geração está a morrer?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Morro de medo

Não quero mesmo nada, nada morrer. Só de pensar nisso dá-me vontade de morrer.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Paralelo #1

Chorar é como vomitar.
Aquele conjunto de convulsões automáticas e incontroláveis.
A vida que se gera espontaneamente de dentro do corpo para fora.
O alívio doloroso que fica no final.

Nunca vomito e raramente choro. Talvez o devesse fazer mais vezes. Talvez sejam formas de purgar a alma através do corpo.